[LANÇAMENTOS] Editora Rocco em Junho



Boa tarde leitores! 
Curtindo o sábado? Sem nada para fazer? Então vamos aproveitar e conferir essas novidades!
Trago para vocês os lançamentos da Editora Rocco neste mês de Junho. Eu vi um livro sobre Jane Austen que já me aguçou a vontade de gastar *-*
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COMPORTAMENTO ALTAMENTE ILÓGICO, de John Corey Whaley


Um garoto de 16 anos tímido e retraído que sofre de agorafobia (transtorno de ansiedade que leva a pessoa a evitar locais que não considera seguros); uma menina ambiciosa e realista que sonha em entrar para a faculdade de psicologia. Determinada a provar que merece ser aceita no segundo melhor curso do país, Lisa se aproxima de Solomon para ajudá-lo a superar suas dificuldades, trazendo também seu encantador namorado, Clark, para próximo de sua “cobaia”. Logo, os três formam laços inesperados de amizade. À medida que se conhecem melhor, porém, os planos de Lisa começam a sair de controle, e cada um deles é obrigado a rever suas certezas e encarar seus medos. Será que Sol, Lisa e Clark conseguirão encontrar novos arranjos em suas vidas, servindo de apoio um ao outro na difícil tarefa de encarar a vida adulta que se aproxima?



Comportamento altamente ilógico, o novo romance do escritor americano John Corey Whaley, é uma história sobre amizade, amor, confiança e superação. O leitor entra na mente de Solomon, um jovem de 16 anos que está há três anos sem sair de casa. Para ele, o mundo lá fora é hostil e ele não pode esperar nada de bom vindo das outras pessoas. Então, para que sair? Para nossa surpresa, ele não parece sofrer com seu problema e está bastante confortável em casa, vivendo com seus pais e curtindo suas séries de TV, como Star Trek: The next generation.

Lisa entra na vida de Solomon como um furacão. A menina de 17 anos está terminando o Ensino Médio e pretende conseguir uma bolsa integral em Psicologia na universidade, o que significa sair o mais rápido possível da cidadezinha onde vive, na qual se sente aprisionada. Para conseguir a tal bolsa, ela precisa escrever uma redação na qual descreve seu convívio com uma pessoa com transtorno mental. Sua meta é ambiciosa: curar Solomon! Tornando-se sua amiga, ela pretende mostrar a ele que nem todas as pessoas são essencialmente más e querem feri-lo. Se os fins justificam os meios, Lisa irá descobrir mais tarde, principalmente quando envolver Clark, seu namorado, na história.

Clark é aquele atleta popular de quem todo mundo quer ser amigo. Mas ele está cansado de exercer um papel que despreza: por trás de toda aquela altura e força, está um cara doce e gentil, que não aguenta mais a companhia dos brutamontes de seu time e busca desesperadamente um amigo de verdade. Lisa ama Clark, mas duvida dos sentimentos dele por ela: depois de tanto tempo de namoro, eles ainda não transaram. Sua insegurança aumenta quando ela apresenta Sol a Clark. Os dois embarcam num bromance profundo. Afinal, de quem é o comportamento altamente ilógico? Ao que tudo indica, há mais de uma forma de se esconder do mundo. E, muitas vezes, apenas um amigo é capaz de trazer a verdade à luz.



JANE AUSTEN ROUBOU MEU NAMORADO, de Cora Harrison


Baseado nos diários da escritora Jane Austen na adolescência, este divertido romance juvenil é uma história de aventura, mistério, fofocas e, claro, flertes e paixões. Uma das autoras mais queridas em todo o mundo, cujo bicentenário de morte ocorre este ano, Jane Austen (1775-1817) segue arrebanhando uma legião de fãs em pleno século XXI com romances nos quais retrata a sociedade inglesa de sua época com precisão e ironia. Em Jane Austen roubou meu namorado, a escritora irlandesa Cora Harrison recria, para os jovens de hoje, a atmosfera dos livros da própria Jane Austen mesclando ficção e dados reais, a partir dos diários da autora de Orgulho e preconceito. O livro retrata as peripécias amorosas da futura escritora, que já se considerava uma especialista em assuntos do coração, e de sua prima Jenny.



Espirituosa, inteligente e com um comentário sempre na ponta da língua para qualquer situação, nada passa despercebido a Jane Austen. Ela também é a melhor amiga que alguém poderia desejar. Para sorte de Jenny Cooper, a prima que passou a morar com os Austen depois da perda dos pais. As duas garotas tornam-se inseparáveis. Mas quando os planos perfeitos do casamento de Jenny com Thomas Williams são atrapalhados pelo tutor e irmão mais velho Edward-John, claramente influenciado pela esposa Augusta, as duas amigas precisam encontrar rapidamente uma forma de reverter essa situação.

Perspicaz como sempre, Jane pensa logo em contar tudo a Elisa de Feuillide, uma parente mais velha e com mais experiência sobre como influenciar Edward-John. Elisa lembra-se de um advogado em Bath, que talvez possa ter uma solução para a independência de Jenny. A menção a Bath deixa as duas meninas alvoroçadas. Afinal, a cidade onde Elisa mora é o sonho de qualquer garota de província, como Jane e Jenny. Bath é grande, desenvolvida e, especialmente, com muitas opções de bailes frequentados por jovens interessantes. Não que conhecer jovens cavalheiros seja um problema para elas.

A temporada em Bath revela-se uma ótima fonte de histórias, ainda mais depois que a tia Leigh-Perrot passa por apuros na justiça. O leitor fica sabendo de cada detalhe a partir das anotações de Jenny em seu diário. Até mesmo Jane usa o diário de Jenny para guardar observações sobre pessoas interessantes e possíveis enredos. Para compor as personagens, a escritora Cora Harrison foi atrás de documentos e antigas cartas de Jane Austen e sua família. Além de escrever uma história leve e divertida, ela entrega aos jovens fãs de Jane Austen detalhes da vida da aclamada escritora inglesa.


LEVANA – A RAINHA MAIS BELA – Crônicas Lunares, de Marissa Meyer


Quem é a verdadeira mulher por trás da fascinante vilã que perpassa as histórias de Cinder, Scarlet, Cress e Winter? Neste spin-off da série de contos de fadas futuristas Crônicas Lunares, a autora Marissa Meyer revela o passado e as motivações de Levana, a cruel rainha que sonha em governar o povo de Luna. Filha mais nova ofuscada pelo brilho e charme da verdadeira herdeira do trono, sua irmã Channary, Levana teve o rosto desfigurado por queimaduras na infância e aprendeu a se camuflar, manipulando todos a sua volta com uma beleza fictícia. Assim, conquistou à força o amor de Evret Hayle, por quem sempre foi apaixonada, tornando-se madrasta de Winter quando ele perdeu a esposa no parto da filha. E seu próximo passo é tomar o trono definitivamente.




Quem leu a série Crônicas Lunares conhece bem a poderosa rainha de Luna, que controla o planeta com mão de ferro e ambiciona estender seus domínios para a Terra. Mas como ela chegou a esse ponto? Em Levana, a autora Marissa Meyer conta a história da princesa que, ainda jovem, passou a governante de seu povo. Baseada na Rainha Má de Branca de Neve, a protagonista não mede esforços para atingir seus objetivos. A trama começa quando Levana Blackburn está perto de completar 15 anos e se estende por cerca de uma década da vida dela.

Após o assassinato do rei Marrok e da rainha Jannali, a corte se prepara para coroar a próxima soberana de Luna: Channary, a irmã mais velha de Levana. Bela e cruel, a primogênita da família sempre maltratou a caçula, agredindo-a tanto física quanto psicologicamente. Quando as duas eram crianças, Channary se divertiu usando seus poderes para forçar Levana a se atirar ao fogo, fingindo para os adultos que tudo não passou de um trágico acidente. Por toda a vida, Levana teria que conviver com o resultado da brincadeira mórbida: a jovem princesa passou a evitar espelhos e aprendeu a usar seu dom para mudar a aparência, escondendo do mundo o corpo e o rosto bastante deformados pelas queimaduras.

Mas o palácio não é só tristeza para Levana. Desde criança, ela é apaixonada por Evret Hayle, um dos guardas reais. Quase dez anos mais velho do que a princesa, Hayle sente carinho por ela e espera ser visto como um amigo, já que é louco pela mulher, Solstice. O problema é que Levana está convencida de que eles foram feitos um para o outro e que seu amor é correspondido. Quando Solstice morre ao dar à luz Winter, filha do casal, Levana vê a oportunidade de realizar seu sonho e acaba usando seus poderes para forçar Evret a se tornar marido dela e mudar-se para os aposentos reais com o bebê.

Paralelamente, Channary decide que é hora de engravidar. Assim nasce Selene, a herdeira do trono de Luna. Quando a irmã adoece e morre, Levana é designada rainha regente até que a sobrinha complete 13 anos. Mas a nova soberana lunar não está disposta a abrir mão de governar seu povo. Inebriada pelo poder e com plena convicção de que é a única a saber o que é melhor para seus súditos, Levana fará o que puder para manter a coroa em sua cabeça. Fria e calculista, ela passará por cima de qualquer um que estiver em seu caminho. Mergulhe na trama de Marissa Meyer e conheça a história que dá origem às Crônicas Lunares. 


O GAROTO DA LOTERIA, de Michael Byrne


Primeiro livro do inglês Michael Byrne, O garoto da loteria é uma história sobre sobrevivência, esperança e amadurecimento. Bully tem 12 anos e, desde que perdeu a mãe, vive nas ruas de Londres. Sua única companhia é a cadela Jack, com quem ele divide a cama improvisada a cada noite e o pouco que consegue para comer no dia a dia. Mas também seu amor e o sonho de conquistar um futuro melhor. Quando encontra um bilhete de loteria premiado, num antigo cartão de aniversário que sua mãe lhe deixou, Bully e Jack embarcam numa dramática jornada para retirar o prêmio. Afinal, em quem confiar quando se é uma criança desamparada que subitamente vira “o garoto da loteria”?





Primeiro livro do inglês Michael Byrne, O garoto da loteria é uma história sobre sobrevivência, esperança e amadurecimento. Bully tem 12 anos e, desde que perdeu a mãe, vive nas ruas de Londres. Sua única companhia é a cadela Jack, com quem ele divide a cama improvisada a cada noite e o pouco que consegue para comer no dia a dia. Mas também seu amor e, eventualmente, o sonho de conquistar um futuro melhor – embora ele já não consiga imaginar um futuro, vagando a cada dia na tentativa de garantir o mínimo necessário para (sobre)viver. Pelo menos até o dia seguinte.

Mas o futuro sorri para Bully quando ele encontra, em um dos bolsos do casaco surrado onde carrega toda a sua vida, um bilhete de loteria premiado, dentro de um antigo cartão de aniversário que sua mãe lhe deixou. Depois de perder uma preciosa nota de vinte libras que ganhou de uma senhora para Janks, o “cobrador de impostos” dos mendigos do submundo londrino, Bully mal pode acreditar no que seus olhos veem. Menos ainda quando ele descobre que se trata de um prêmio milionário. E que o prazo para retirá-lo está se esgotando.

Cinco dias, quatro horas e trinta minutos. Enquanto imagina tudo o que irá fazer com o dinheiro, Bully embarca numa dramática jornada para chegar à sede da companhia lotérica em Watford, provar que é o dono do bilhete premiado e retirar seu prêmio antes que o prazo termine. Mas encontra vários obstáculos pelo caminho. Entre eles, a frase escrita em letras miúdas: “É ilegal para qualquer pessoa com menos de dezesseis anos comprar bilhetes ou coletar prêmios.” Embora possa aparentar ter mais do que seus 12 anos e seja esperto o bastante para perceber que não pode contar seu segredo para qualquer um, Bully sabe que vai precisar de ajuda. Mas em quem confiar quando se é uma criança desamparada que subitamente vira “o garoto da loteria”?

Será que Bully encontrará alguém para ajudá-lo a conseguir o que é dele sem exigir algo em troca? E mais do que isso, será que ele ganhará o que mais precisa desde que perdeu sua mãe, além do prêmio em dinheiro? Expondo toda a dureza da vida nas ruas e as dificuldades por que passam milhões de crianças nessa situação em todo o mundo, O garoto da loteria é uma aventura emocionante que prende a atenção do leitor da primeira à última página. 


Meus 15 anos (Edição capa tie-in), de Luiza Trigo



Em Meus 15 anos, Bia sonha com uma festa de cinema para celebrar seu aniversário. Agora, o seu sonho está prestes a se tornar realidade, literalmente! Segundo livro da carioca Luiza Trigo, Meus 15 anos deu origem ao filme homônimo que estreia nos cinemas de todo o país no dia 22 de junho, com a estrela teen – e autora bestseller – Larissa Manoela no papel principal. Publicado pela Rocco em 2014, o romance ganha uma sobrecapa com o cartaz do filme, que promete arrastar uma multidão de fãs aos cinemas (e às livrarias). 






Uma festa de cinema! Este era o sonho de Bia, prestes a se tornar realidade em Meus 15 anos. Ela só não esperava que sua grande noite daria um filme – com direito a drama, romance, comédia e ação de tirar o fôlego. Bia é a protagonista do segundo romance da escritora carioca Luiza Trigo, que deu origem ao filme homônimo, com a estrela teen Larissa Manoela no papel principal. Livremente adaptado para as telas, o romance, lançado em 2014, ganha agora uma sobrecapa com o cartaz do filme. Estão todos convidados para a festa mais esperada do ano!

Afinal, os 15 anos da Bia, a garota mais nerd e distraída do colégio, prometem surpreender muita gente. A começar pela metida e invejosa Jéssica, que logo se empenha em arrumar um jeito de estragar tudo, principalmente quando ela descobre o local da festa: nada menos que o Copacabana Palace. Outro que fica surpreso com a novidade é Thiago, o garoto mais bonito do nono ano e paixão platônica de Bia, até então praticamente invisível aos olhos dele...

Mas há também o Bruno, o melhor amigo de Bia, aquele com quem ela sempre pode contar – inclusive para ser seu príncipe na cerimônia; e, claro, as amigas inseparáveis Amanda, Roberta, Carol e Priscila, com quem ela pode dividir suas expectativas e inseguranças, alegrias e tristezas antes, durante e depois do grande dia. Ainda bem, pois a limusine estacionada na porta do prédio para levá-la ao Copacabana Palace era só a primeira de muitas surpresas que a noite traria.

Alternando a narrativa entre os principais personagens, a autora apresenta os diferentes pontos de vista de cada um, o que torna o texto ainda mais dinâmico e divertido. Desde a entrega dos convites até o surpreendente desfecho, não só a protagonista, mas também as melhores amigas, a rival, o amigo que se revela mais que amigo, o garoto popular que se mostra um mané, todos contam um pouquinho dessa história movida a sonhos, paixões, ciúmes, alegrias, decepções e, principalmente, amadurecimento, amizade e amor.

Apaixonada por filmes, livros e música, Bia queria uma festa de cinema. No livro, repleto de referências à sétima arte – cada capítulo traz o título de um filme com o qual a garotada certamente vai se identificar –, ela acabou virando a estrela do mais importante deles: o filme da sua vida.




[SESSÃO PIPOCA] 13 Reasons Why - Sem palavras para essa série e sua trilha sonora!


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Sinopse: Thirteen Reasons Why é narrada por Clay Jensen, um rapaz que ao voltar um dia da escola, encontra na porta de sua casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma garota que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.






“Oi, é a Hannah. Hannah Baker. Não ajuste seu… seja lá o que estiver usando para ouvir isso. Sou eu, ao vivo e em estéreo. Sem promessa de retorno, sem bis e, dessa vez, sem atender a pedidos. Pegue um lanche. Acomode-se. Porque eu vou contar a história da minha vida. Mais especificamente, por que minha vida terminou. E se você está ouvindo essa fita, você é um dos porquês.”

Atenção! Esse texto contem Spoiler para quem não viu a série

''Thirteen Reasons Why'', ou no português, ''Os 13 Porquês'', é uma série original da Netflix baseada no livro de mesmo nome, do autor Jay Asher.
A história conta sobre Clay Jensen, amigo e crush de Hannah Baker, que recebe uma caixa de fitas onde a Hannah, sua colega na escola, e ex colega de trabalho, deixa gravado os 13 motivos que a levaram a cometer o suicídio duas semanas antes.

Diferente do livro onde Clay escuta as fitas em uma noite, na série ele leva uma semana inteira para ouvir todas as fitas, isso dele demorar para ouvir as fitas, chega a ser em alguns momentos engraçado pois seus ''amigos'' fica falando, ''você ainda não terminou?'' O Toni, seu único amigo verdadeiro na minha opinião questiona várias vezes a demora do Clay em ouvir tudo, o Alex disse que ouviu tudo duas vezes em uma só noite!
É claro que ficou muito melhor dessa forma na série, cada episódio uma fita, a cada fita uma descoberta sobre Hannah. Eu concordo com Clay nessa parte onde ele diz precisar de tempo para assimilar as coisas que ouve, eu terminava um episódio atordoada e várias vezes tinha que dar uma pausa, esperar até o dia seguinte para ver o próximo, ou assistir o mesmo episódio novamente, fui um pouco Clay Jensen nisso.

Por falar em Toni, amigo de Clay, no começo fiquei dividida sem entender os motivos dele e onde ele entrava nisso tudo, porque ele mantinha contato com os pais da Hannah? Mas depois que sabemos os motivos, tudo faz sentido. Gostei muito do último episódio onde ele conversa com os pais da Hannah e se desculpa por ter escondido a verdade deles. Ele foi o único que ajudou Clay, que ficou ao seu lado em todos os momentos.
Se não fosse pelo Toni, talvez o Clay tenha pulado do penhasco. Ele foi a calmaria em alguns momentos de tempestade.



Eu simplesmente amei essa série, assim como seu livro. Ver os personagens, dar rosto aos nomes foi simplesmente fantástico. Eu amei o personagem de Clay (e a brincadeira sobre ele ter feito Grey's Anatomy, ele fez um personagem surdo que a Meredith ajudou a voltar a ouvir, para hoje escutar as fitas da filha da Dra. Montgomery, mãe da Hannah na série)





O ator Dylan Minnette (Clay Jensen) foi incrível, ele deu profundidade ao personagem, fez um, Clay  muito intenso e verdadeiro. Não duvidei nem por um minuto de sua verdade na série, assim como os primeiros episódios ele começou mais leve, e foi ficando cada vez mais tenso, mais triste, mais perturbado por tudo que ele ouvia conforme as fitas foram revelando os acontecimentos, foi tudo muito bem feito, de forma gradativa você fica preso na história. Não foi cansativo, chato ou repetitivo, tinha momentos em que eu ria e chorava. A cada episódio eu me sentia muito como o Clay, ficando mais e mais chocada com tudo que ouvia, mais nervosa, com mais raiva de todos aqueles que contribuíram para a morte de Hannah.



Um dos momentos mais lindos e tristes foi o de uma mistura de flash back com realidade, na cena onde Hannah assiste Jéssica ser estuprada, e Clay meio que entra na cena do ''que poderia ter sido se ele não tivesse saído do quarto e deixado a Hannah sozinha''.

" - Eu te amo e nunca vou te magoar. Eu não vou embora, nem agora, nem nunca. Eu te amo, Hannah. - Clay
  - Por que não me disse isso quando eu estava viva? - Hannah"



Senti cada personagem sendo apresentado como um desfile de criminosos, a  Hannah os chamava dizendo coisas como ''bem vindo a sua fita''.
Essa série foi muito bem feita e produzida, percebe-se que cada detalhe foi muito bem pensado, a cena do estupro foi tão bem feita, que eu quase acreditei que estava acontecendo, e cena do suicídio foi brilhante, não senti nem por um momento ela sendo romantizada, floreada, nem nada disso, foi muito real, bem feito, mostrando apenas a dor do momento o desespero da família e da própria Hannah que parecia não acreditar na decisão que tomou.

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As pessoas comentam que a série pode ser um incentivo ao suicídio, mas eu acredito que tudo nessa vida poderia sem considerado um incentivo ao suicídio, quem quer fazer isso a si próprio não precisa de mais incentivos, em tudo que essa pessoa ver, ler e ouvir ele/ela vai ver sinais para que o faça, pois esse desejo não está nas coisas em sua volta, está dentro de si mesmo.



Acredito que a série verdade poderia ser considerada uma ajuda as pessoas que estão pensando no suicídio, como quando mostra o quanto sua família vai ser destruída por isso. Quem não ficou com o coração partido nas cenas da mãe de Hannah? Sem falar em mostrar para os ''agressores'' da vida real o que pode acontecer devido seus atos. E não estou falando apenas de coisas mais graves como o estupro que Hannah sofre, estou falando das coisas que Zach Dempsey fez, como roubar uns simples bilhetinhos de incentivos, no caso de Hannah, desenhos deixados por Clay na sua caixa do elogio em classe, algo tão bobo, tão inocente, mas que para alguém que estava precisando tanto de um carinho, de uma palavra amiga, uma pessoa que está em depressão, isso pode ser considerado TUDO.


Um dos momentos mais chocantes é quando Clay esta tão perturbado com tudo que ouve, com o que as pessoas fizeram para Hannah, que ele explode na escola.
Ele e alguns dos outros alunos que foram os motivos de Hannah estavam encarregados de mostrar a escola para alunos novos, e então ele surta na frente do armário de Hannah gritando bem alto para quem quiser ouvir.

"Este armário é especial, ele era de uma garota que se matou. Estão vendo todos esses cartaz de "não se mate" nas paredes? Eles não estavam ali antes. Eles foram colocados porque ela se matou. E por que ela fez isso? Por que os jovens daqui a trataram feito merda, mas ninguém admite. Então pintaram os banheiros e fizeram um memorial, porque esta escola é assim. Todos são muito legais até que fazem você se matar. E cedo ou tarde, a verdade virá à tona. Ela vira à tona. Bem-vindos a escola Liberty."

A série mostra os outros caminhos que a Hannah poderia ter tomado, caminhos que poderiam mudar sua vida, como falar com os seus pais o que estava sentindo, se abrir mais com o Clay, denunciar o estuprador.... Entre tantas outras coisas. Acredito que isso possa ser uma forma de ajuda para quem esta passado por algo parecido, parece o fim, mas você pode pedir ajuda de outras formas!

A forma como Clay trata Skye (a amiga com tatuagens e meio rebelde)... Ele percebe que ajudar Hannah pode não ser mais possível além de divulgar sua história e acusar o estuprador, mas ali está sua amiga Skye, se cortando quando ninguém vê, com seus próprios problemas para enfrentar.
Quem não reparou na cena em que o Clay vê os braços de Skye de braços cortados? Em que Skye diz ''não ser covarde como Hannah'', ela é outra Hannah pedindo por ajuda, e Clay percebe isso e vai para ajudar.




Tem detalhes nessa série que quase não percebemos mas que fazem toda a diferença, como o machucado na testa de Clay no primeiro episódio, ele passa a usar um grande band-aid na testa, como na série temos muitos momentos de flash backs, para acompanhar quando é presente e quando é passado é só ver a testa de Clay, com band-aid, presente, sem band-aid passado. Fazemos essa associação sem nem notar! Uma jogada genial e muito simples da direção/roteiristas.




Outra jogada para definir o tempo são as cores mais frias, como um leve tom azul sempre que mostramos o passado e cores mais quentes para mostrar o presente.



Segunda temporada, será?

Na minha humilde opinião eu não gostaria de uma segunda temporada, por mais que eu esteja curiosa para saber que fins levam os ganchos deixados, essa primeira temporada foi tão perfeita, tão bem feita que não queria correr o risco de vir uma segunda temporada decepcionante o bastante para acabar com o brilho da primeira, igual continuação de filme top em que a continuação fica uma droga, sabem?
Mas verdade seja dita, a série foi um sucesso e deixou de propósito vários ganchos. Então quem é que iria querer desperdiçar tanto dim dim não fazendo uma segunda temporada com esse sucesso todo da primeira?
Com certeza não a Netflix, então como se dizia nos velhos tempos...



Os ganchos:

- A temporada acabou e não descobrimos o que vai acontecer com todos os que foram os ''motivos de Hannah'' então fica agora a cargo da segunda temporada nos dizer se o mundo fica sabendo sobre as fitas, o que acontece na escola após todos saberem sobre as fitas e descobrirem o que eles fizeram? Hannah vai ter sua justiça?



-  Os pais de Hannah ganham o processo? Como eles ficam após ouvir as fitas de Hannah? Após saberem os seus 13 porquês...



Alex Standall!!! ELE DEU UM TIRO NA CABEÇA! Sobreviveu? Deixou fitas também? Uma carta? Fiquei com muita dó dele, deu para perceber que ele se arrependeu do que fez com Hannah. Ele estava muito abalado depois do Clay mostrar para eles que todos eram culpados.




Justin Foley, para onde ele foi? O que ele fez depois de fugir? Confesso que depois de entender mais sobre sua vida com o passar dos episódios, eu consegui compreender que ele vive seu próprio inferno na terra, a vida dele é uma droga, uma péssima crianção, entendo sua mentalidade de defender seu único protetor Bruce, ele no final até parece arrependido, pelo menos um pouco. Acho que ele é mais do tipo inconsequente que malvado.




Jessica Davis, como os pais dela reagiram após saberem da verdade? Será que ela contou o que ela fez a Hannah?
Não achei  Jessica arrependida, ela não estava nem ai para tudo que fizeram a Hannah, não se importou com as atitudes de seu namorado Justin. Ela só se voltou contra os seus amigos após ter certeza de que foi outra vitima. Mas e tudo que Hannah sofreu também?  Jessica chamava a Hannah de mentirosa, desdenhava dela, como pode? Hannah foi sua melhor amiga no começo das aulas e sua morte não significou nada? 


Tyler Down, esse personagem acredito que vai ser muito explorado na segunda temporada, falaram sobre um ''ataque na escola'' na próxima temporada, não sei se vocês se lembram mas no último episódio, antes de ele ir ao tribunal depor sobre Hannah, Tyler estava guardando armas e munição em um baú com fundo falso no seu quarto, sem falar que ele sofre muito bullying na escola e tem raiva de vários alunos. Acho que tudo isso tem um grande potencial para um possível atentado na escola, não acham?



Courtney Crimsen, ela mentiu no seu depoimento sobre Hannah, eu particularmente acho ela uma vac@#$, será que ela vai abrir o jogo para seus pais sobre sua sexualidade? Vão descobrir que a perfeita Courtney é uma mentirosa?



Marcus Cooley, o bom moço da escola, o garoto que faz parte do conselho, que é exemplo para outros alunos, e que por trás disso tudo é um crápula. Ele não realiza na sua vida as boas ações que prega, pelo contrário, pelo que entendi ele é traficante na escola. Ele chama a Hannah para sair apenas para humilhar ela mais um pouco, espero ver sua imagem de mocinho ser destruída numa próxima temporada. 





Bryce Walker, o que vai acontecer com o riquinho estuprador? Ele vai ter o que merece?



Sr. Porter, o conselheiro da escola, como foi para ele descobrir que Hannah podia estar viva se ele tivesse prestado mais atenção nela aquele dia? Como foi saber que ele era um dos motivos? Como ele reagiu ao saber do Alex? Será que ele perde o emprego quando descobrem sobre sua fita?



Como Toni disse em certo episódio, essas fitas foram ''a verdade da Hannah'', coisas que podem ser consideradas sem importância para os outros, foram muito importantes para Hannah, porém as coisas podem não ter sido exatamente como ela nos conta, certo? Correto, porém isso não diminui o que as pessoas fizeram a ela, numa próxima temporada não só podemos ter uma nova tragédia na escola como podemos ver a ''verdade'' de outros personagens sobre essa história, como foi para eles em seu ponto de vista. Ansiosos? 

Resta dizer que essa série pode não agradar a todos, mas é sobre um tema que precisa ser mais debatido a cada dia, é o famoso falem bem ou falem mau, mas por favor, falem! 
Eu sofri na escola e aposto que quem estiver lendo já sofreu também, é claro que está é uma série americana, muitas coisas que acontecem é sobre a a perspectiva da realidade nas escolas americanas, que em nada se parecem com as nossas escolas, não precisamos levar tudo ao pé da letra, apenas aproveitar o que for bom de ensinamento e experiencia para nossas vidas. Aprender como nossas palavras, brincadeiras e gestos podem influenciar positivamente ou negativamente na visa de outras pessoas. Devemos medir melhor nossos atos.

Como Clay diz, "Tem que melhorar, a maneira com que tratamos uns aos outros, com que olhamos uns para os outros. De alguma forma temos que melhorar."



Quase esqueço de comentar sobre a trilha sonora! Um crime pois essa trilha foi um casamento perfeito com toda a série, baixei as músicas para o celular e só de ouvir identifico as fases do que acontece na história.

Selena Gomez é uma das produtoras da série e criou duas músicas para a trilha sonora: a sua versão inédita de “Only You” (cover do Yazoo) e uma versão lentinha e acústica para o hit “Kill ‘Em With Kindness”. Um pop lento ao mesmo tempo lindo e triste que deixa você sentindo tudo mais intensamento. 


Selena Gomez – Only You



The Cure – Fascination Street


Joy Division – Love Will Tell Us Apart





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